Essa é uma frase que pode perfeitamente definir o papel do professor. É claro que essa designação não representa algo que desprestigia sua função perante a sociedade, pelo contrário, implica em dizer ser este um profissional de suma importância à sobrevivência de todas as outras profissões, o por isso de sua magnitude importância. Sonho, nesse caso, tem uma conotação diferente de ilusão. Sonhar representa ter aspiração, desejo de se atingir uma meta/objetivo, ou expectativa de que algo de positivo possa lhe acontecer; já ilusão representa um engano dos sentidos ou da mente, que se faz passar uma coisa por outra. A figura do professor representa um acalanto aos mais imagináveis sonhos, especialmente na sociedade mercantilista em que vivemos, onde as pessoas buscam galgar melhores condições econômicas/financeiras e, com isso, terem uma melhor condição de vida. Também, sobre si, está depositada uma grande responsabilidade, em virtude da incumbência que lhe é imposta de formar o caráter moral das pessoas, donde muitos pais “delegam”, mesmo que indiretamente, essa função aos “mestres” da educação. É muito comum ouvir pais de família dizerem: “vá para a escola ver se aprende alguma coisa de bom”. A expectativa depositada no professor é muito grande, principalmente em nossa sociedade, geralmente corrompida por muitos aspectos, e que vêem na imagem deste um baluarte de suprema moral, sem nenhuma mácula. Ser um vendedor de sonhos implica em dizer tudo isso, ou seja, realizar os mais diversos desejos de formação de conduta pessoal e profissional do cidadão. “Nunca deixe de sonhar”, é o que muitos dizem. Logo, é de se conceber o quão importante é o papel desempenhado pelo professor, onde, sem sombra de dúvida, esta é a mais digna das profissões, pois formadora de todas as outras. Professor, nesse sentido, não pode simplesmente restringir-se ao papel daquele profissional “preso” a uma sala de aula ou em situação similar, mas a todos aqueles que professam algo de útil e que serve como balizador de ações ou de inspiração para alguém. Com relação ao ensino do malefício, isto não se pode enquadrar como uma arte tida do professor, cujo papel é contrário aos ensinamentos delegado a este profissional. O professor também é um profeta, pois a ele é incumbido, mesmo que subjetivamente, o papel de prever o futuro, qual seja, de antever o que melhor deve ser ensinado para que no futuro algo de bom seja colhido em benefício daqueles que seguirem seus ensinamentos. Por tudo isso, parabéns professores pelo seu dia, e que num futuro próximo possam ser reconhecidos, de direito e dever, como a mais digna das profissões, e possam ser respeitados como tal. Parafrasendo Roberto Shinyashiki: “tenha sonhos grandes”. Busque no seu professor a concretização disso e, sem dúvida alguma, atingirá seus objetivos.
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