OS BANCOS E AS EMPRESAS

A relação entre os Bancos (instituições financeiras) e as empresas tem como fonte de subsistência o crédito bancário, crédito esse que é determinado pelo uso do limite do “cheque especial”, bem como de empréstimos/financiamentos concedidos por aqueles. É indubitável que a parte mais forte nessa relação são as instituições financeiras, e por esse motivo as regras são ditadas por estas, sempre a seu favor, é lógico. A partir desse princípio, percebe-se claramente que as empresas sempre estarão em desvantagens quando entram numa relação de dependência, porque quanto mais esta relação se aprofunda, maior é a contribuição da parte mais fraca.

Qual empresa ou empresário, hoje, pode ser dar ao luxo de isentar-se do domínio do mundo capitalista, onde o mercado fica à mercê dos grandes conglomerados financeiros (Bancos)? Se por um lado, para as empresas, a obtenção de recursos de terceiros (empréstimos/financiamentos) chega a ser uma necessidade em determinado momento, a fim de subsidiar suas atividades, por outro lado essa relação não pode ocasionar uma dependência a ponto dos recursos carreados pela mesma serem quase que totalmente destinados a saldar os compromissos para com os Bancos. É incrível como essa dependência e descontrole tem se perpetuado nos últimos anos, chegando ao absurdo do empresário ter de fazer um empréstimo para saldar outro empréstimo, e, geralmente, em condições mais gravosas, porque no desespero não há oportunidades de se estudar alternativas mais viáveis, especialmente porque nessa situação não há mais escolhas.

A justiça (Poder Judiciário) tem limitado, ainda de forma tímida, o poder das instituições financeiras, porém os focos são sempre desviados, pois quando o judiciário reduz as receitas dos Bancos, oriundas das cobranças dos encargos excessivos, estes procuram outras formas de compensação, aumentando o custo de seus serviços. O pior de tudo isso é que os serviços são, geralmente, dependentes do foco principal, sem oportunidade de opção ao empresário (talonários de cheques, taxas e mais taxas a bel prazer da instituição financeira, etc.).

As dívidas das empresas para com os Bancos estão, a cada dia, aumentando. Pelo atual estágio, constata-se que as empresas estão indo para uma situação de insolvência, não pelo fato de não haver bens que garantam as dívidas, pelo menos no momento, mas porque se isso acontecer, isto é, a entrega dos bens para pagar as dívidas, será então o final da existência do ente empresarial.

A sanha das instituições financeiras pelos enormes lucros tem um “preço”, e esse preço será o fechamento da maior parte das empresas. A quem isso interessa? Aos Bancos, com certeza, somente em curto prazo. E como ficará a situação em longo prazo?

Ao empresário só resta fazer um replanejamento de todos os aspectos que contemplam essa relação, mesmo porque se continuar assim não haverá muito tempo de sobrevivência. Uma relação saudável somente se fortifica quando as duas partes envolvidas saem ganhando, e para que isso aconteça deve haver uma mudança de paradigmas, ou seja, reparte-se o ônus e o bônus em condições igualitárias. Contudo, deve-se partir de uma retomada drástica e mudança de atitude, ou seja, da estruturação da consciência empresarial e profissional, e é ver para crer, porém espero que esse cenário se transforme numa relação duradoura e profícua para ambas as partes, e assim todos (a sociedade em geral) sairão lucrando.

O USO DA BOA COMUNICAÇÃO

É indiscutível os benefícios que uma boa comunicação pode render ao seu interlocutor. Eis algumas vantagens: a) Projeta a personalidade; b) Propicia a auto-análise; c) Gera cooperação; d) Estimula a criatividade; e) Intensifica o autoconhecimento; f) Consolida o prestígio; g) Inspira credibilidade; h) Exercita o raciocínio lógico; i) É um valioso instrumento de persuasão.

No entanto, algumas (senão muitas) pessoas têm medo de se exporem, e ficam recatadas a vida inteira, e por esse motivo chegam até mesmo a perder muitas oportunidades na vida, tanto profissional quanto pessoal. É de salientar que nunca é tarde para começar a buscar maneiras de como se desenvolver pessoalmente.

Adiante segue algumas dicas de como fortalecer a auto-imagem e a autoconfiança: a) Faça uma auto-análise e verifique seus pontos fracos e fortes; b) Descubra quais são suas características físicas mais atraentes; c) Olhe-se no espelho e observe sua postura, seu jeito de andar, os movimentos de seu braço, os trejeitos de sua boca; d) Tente descobrir o que seus amigos pensam a seu respeito, pois este pode ser um passo para que você possa sentir-se mais confiante ou até mesmo para que você possa fazer as correções devidas; e) Resgate imagens mentais positivas. É importante sintonizar-se com fatos agradáveis. As atitudes mentais positivas atraem ouvintes receptivos; f) É preciso superar o medo, pois este é um sentimento natural inserto em qualquer ser humano. Saiba que as pessoas exercitam muitas outras coisas, como aprender, pensar, falar;  g) Defina um padrão de excelência pessoal e estabeleça planos, metas de trabalho para viabilizá-lo. Pense, planeje e só depois transmita; h) Para que as coisas fluam normalmente, evite considerar que tudo precisa ocorrer de forma perfeita logo na primeira apresentação; i) Não se deixe anular por críticas feitas ao seu desempenho como apresentador. É preciso ter um olhar menos sensível e reações menos imaturas aos feedbacks negativos; j) Procure oportunidades para testar sua autoconfiança e ampliar suas potencialidades: esse é o grande desafio daquele que vê na vida uma oportunidade constante de crescimento pessoal e profissional; l) Nascemos com a vocação para a felicidade e não podemos deixar aspectos negativos interferir nessa jornada.

Para que, então, deixar para amanhã, se hoje mesmo podemos começar a mudar nossa vida, e para melhor. Ponha em prática essas dicas e, com certeza, não irá se arrepender. Boa sorte.

O PROFISSIONAL NOTA 7

Na maioria ou quase que na totalidade das escolas (do ensino fundamental ao terceiro grau, e até mesmo na pós-graduação), o aluno é considerado aprovado quando se tira nota igual ou maior que sete, dentro de um parâmetro que vai até dez, ou seja, se acertar 70% do contexto geral presume-se aprovado, isto é, está apto e conhecedor o suficiente do conteúdo aplicado.

Também, na sua grande maioria, o aluno passa a entender e a se condicionar que a nota é o fator mais importante, em detrimento ao conhecimento, e durante toda sua vida acadêmica o faz simplesmente por ela, pois o “passar de ano” é o que importa. Essa mentalidade passa a ser uma tônica predominante na vida acadêmica, e, infelizmente, também o será, conseqüentemente, na vida profissional.

Qual cliente, sabedor do fato, delegaria seu serviço a um profissional nota 7? Qual segurança, então, haveria de se ter do “produto” desse serviço se algo poderia estar incompleto?

Ter a nota 7 como fator de aprovação, inclusive para fins profissionais, é um equívoco que precisa ser urgentemente trabalhado na “cabeça” dos alunos, seja para qualquer nível de ensino. Admitir o 7 como fator de aprovação na vida profissional significa admitir erro de 30%, e isso, para os padrões de competitividade que nos encontramos, é inadmissível.

Então, como profissionais da educação, como poderíamos trabalhar esse delicado tema? Decerto que o tema é polêmico e qualquer posição que viesse a mudar o atual sistema encontraria resistência junto aos órgãos governamentais detentores da organização política educacional neste país, e talvez de alguns educadores. No entanto, não podemos nos calar diante de tal celeuma, a qual tem causado problemas irreversíveis no ensino brasileiro, tanto é que já se fala em alto tom sobre “reforma universitária”, como se essa fosse o ponto chave da questão e não o ensino de base, onde os alunos são moldados a esquemas e macetes para vestibulares, e tão somente isso.

O primeiro passo para solucionar tal impasse, acredito, seria fazer com que os alunos enxergassem que o conhecimento deve prevalecer à nota, em qualquer circunstância. Além do mais, é de salientar que na vida profissional não se admite erros, e talvez esse seja o aspecto mais importante do convencimento de que a nota 7 não deve servir de parâmetro para aprovação ao exercício de qualquer profissão.

A controvérsia, diante de tal assunto, poderia se prolongar, especialmente em se considerando algumas variáveis lógicas e conhecidas, tais como: a obtenção da nota depende do conteúdo aplicado; do grau de exigência; no grau de conhecimento do aplicador do teste; da espécie de teste;  das circunstâncias do ambiente do teste; do nível de exigência do contexto estudado; da temática profissional exigida, etc.

A minha pretensão era apenas trazer à tona a discussão para esse delicado tema, inclusive para ser tratado por todas as partes envolvidas, quais sejam: autoridades educacionais, docentes, classe acadêmica, educadores, comunidade, etc. O resultado futuro dessa discussão somente o tempo dirá, porém o que não se pode admitir é que tal situação prevaleça incólume no seio do ensino educacional brasileiro, sob pena de termos gerações e gerações profissionais tidas como praticantes do “jeitinho brasileiro”.

O NETWORKING COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA DA EMPREGABILIDADE

Diga-me com quem andas e te direi quem tu és”. Esta talvez seja a frase mais respeitada e que, com certeza, pode refletir e dar mais sentido à palavra networking. Em linhas gerais, networking pode ser conceituado, em termo estrito, com uma rede de relacionamentos, com o intuito de fazer com que as pessoas possam se aproximar uma das outras, no sentido de manter sua empregabilidade. É claro que esse conceito pode ser aplicado duma maneira mais ampla. Poucas pessoas ainda tem dado sentido a isso, qual seja, de que a manutenção de uma boa rede de relacionamentos pode se tornar uma estratégia necessária ao sucesso de sua carreira profissional, familiar, etc. É salutar enfocar que as pessoas, principalmente aquelas que estão empregadas (trabalhando), na sua grande maioria ficaram sabendo de determinado emprego por intermédio de alguém, e em muitos casos foram indicadas por este alguém. Daí, vê-se da importância da manutenção dessa rede de contatos. Certamente, a saída é se relacionar com pessoas que tenham uma boa conduta, que sejam sábias e que tenham boas perspectivas profissionais. No mundo globalizado, de hoje, já não basta mais sua competência individual, mas também como componente de suma importância está o poder de comunicação.

Essa rede de comunicação pode ser “conquistada” de diversas formas, especialmente se você estiver querendo adequar-se como ser profissional, e é somente estando interagindo com o “meio” é que poderá abstrair e atrair tais relacionamentos, e que poderão ser de extrema importância para seu futuro. Por isso, o importante é não se acomodar, e vá às feiras de negócios, convenções ou seminários. O que pode acontecer e contribuir ao fracasso profissional é que se o indivíduo não estiver antenado com o que acontece no mercado, com certeza ficará para trás.

O trabalho de construir e manter um networking deve começar quando o profissional ainda está na Faculdade. Porém, mesmo que você tenha feito muitas amizades enquanto esteve na Faculdade, de nada elas vão adiantar se você não souber lidar com essa rede de contatos de maneira organizada. A prática do networking deve acompanhar o profissional durante toda a sua vida. O mais importante de tudo isso é compreender que não existe fórmula mágica e a construção de uma boa rede de contatos deve ocorrer de forma natural. Mas, por se tratar de uma forma tão subjetiva, então por onde começar? Uma boa saída são os encontros realizados desde a época da Faculdade (encontros estudantis), reunião e encontros da categoria profissional, participação em cursos, eventos inerentes à atividade profissional que esteja sendo preferida. Tais encontros são produtivos, mesmo que realizados em locais dos mais informais possíveis, podendo ser até mesmo num barzinho ou restaurante, com o objetivo de conhecer profissionais de diversas áreas, estabelecer bons contatos e fazer negócios. Nesses encontros, além de ter a chance de fazer negócios, sempre há a possibilidade de você conhecer pessoas que é amigo de alguém que pode estar precisando de um profissional com o seu perfil. No entanto, estar preparado profissionalmente talvez seja o diferencial mais importante e precursor de todos os outros.

Construir e manter bons relacionamentos sempre foi muito importante para o desenvolvimento profissional de uma pessoa, porém, infelizmente, muitas pessoas se dão conta disso. As melhores oportunidades de emprego e de novos negócios, com certeza, vieram de bons relacionamentos. É preciso saber quem são as pessoas importantes no mercado e saber de que maneira deve-se entrar em contato com elas. Tendo ciência disso, aí qualquer ferramenta pode ser utilizada: telefone, cartão de visitas, e-mail, etc. O importante é não deixar a rede de contatos morrer. No entanto, é importante ressaltar que nessa rede de relacionamentos é de suprema importância a amizade sincera, sem pretensões, pois o mais importante diferencial talvez seja a questão ética, a confiança recíproca.

O networking deve-se construir naturalmente, através do relacionamento com as pessoas, e é benéfico para a carreira e para os negócios. É muito deselegante procurar as pessoas somente quando se precisa delas. Existem pessoas-chave, que podem abrir muitas portas no futuro. Por isso, é importante manter o contato, de forma natural, sem ficar pensando em algo em troca, isso é o que recomenda muitos consultores da área de relações humanas. O ideal é que o profissional vá com calma, estabelecendo um contato prévio, sem nenhum compromisso.

Outro detalhe repugnante é o profissional sair atirando currículos para todos os lados, pois a impressão que fica é que o mesmo está no desespero, dando a impressão de não ser um profissional adequado, pois senão estaria, de alguma forma, com sua colocação no mercado já garantida.

O mundo contemporâneo está cheio de mudanças, e trabalhar e entender alguns conceitos é de fundamental importância a qualquer profissional: globalização, gestão do conhecimento, tecnologia da informação, capital intelectual, virtualização, internet, softwares colaborativos. Estamos vivendo onde as transformações influenciadas pela informática está fazendo com que o emprego tem se tornado escasso e a instabilidade passa a ser um fator natural. Contudo, é de se ressaltar que há muito trabalho esperando por bons profissionais, mas infelizmente as pessoas estão pouco se adequando a esse ambiente, a essa necessidade do mercado. As pessoas querem uma chance, mas não estão se preparando adequadamente. Estar sempre se reciclando é o mínimo necessário para o profissional estar apto a uma chance no mercado de trabalho. Com certeza, se o profissional estiver preparado, logo irá tomar o lugar daquele empregado que está deixando o tempo passar e sente-se garantido em seu trabalho. Infelizmente ou felizmente essa é a tônica do mercado capitalista, pois não existe lugar para todos, e somente se sobressairão os bons (capazes em executar determinadas tarefas).

Não há muita escolha, o cenário implantando no último século mudou e continua constantemente em mutação, e precisamos, se quisermos manter nossa empregabilidade, mudar com ele, desenvolvendo novas competências e habilidades.

A rede de contatos pode compreender desde um amigo, até aquele cliente que você deixou satisfeito e que pode lhe indicar para outros mais. Na sua vida, certamente vai ver como pessoas influenciaram suas tomadas de decisão, com conselhos e informações, forneceram indicações e trouxeram oportunidades, é só fazer uma reflexão disso. Como se decidiu por sua carreira? Como conseguiu seu primeiro emprego? Como conquistou seus principais clientes? Como ficou sabendo daquela concorrência? Como escolheu aonde passaria suas últimas férias? Como conheceu seu marido/sua esposa, namorado/namorada?

A melhor forma de fazer networking é disponibilizando seus recursos pessoais, ao mesmo tempo que procura agregar valor aos seus projetos. Para tanto, busque constantemente manter resultados éticos e consistentes, e efetue criteriosamente um planejamento estratégico pessoal e um marketing pessoal, estruturando suas qualidades. Faça as seguintes perguntas: Aonde estou? Aonde quero chegar? Como chegarei lá? Que recursos eu já tenho para alcançar meus objetivos? Que recursos preciso agregar? Que talentos, habilidades, experiências e informações tenho para oferecer à minha rede? E quais preciso buscar? Mantenha registrado numa agenda todos os contatos possíveis.

O Networker deve ser uma pessoa flexível, que acredita que a diversidade de opiniões colabora com novas soluções. Para isso, deve-se cercar de pessoas das mais diferentes áreas, principalmente das áreas que possam agregar recursos aos seus projetos.  O resultado positivo disso é só questão de tempo, pois a maturidade dos relacionamentos traz resultados cada vez mais consistentes.

Para colher “frutos” promissores é importante estar em constante exposição, “circulando”, se apresentando às pessoas, transmitindo confiabilidade e verdadeiro interesse por todos com quem conversa, e, principalmente, reconhecer valor em cada indivíduo em sua rede, procurando sempre ter algo a compartilhar, a aprender e a ensinar. Dependendo de seu comprometimento e empenho, toda e qualquer habilidade produtiva só tenderá a crescer. Um bom começo é fazer o seu “inventário” atual. Que pessoas já fazem parte de sua networking? Como está a sua situação atual? Se estiver tendo algum problema, então é necessário refazer seus conceitos de amizades.

Para conseguir “frutos” de um bom relacionamento, como já dito, esteja apto a se envolver, participar de eventos, estar disposto a colaborar para tudo aquilo em benefício de outrem, seja na vida profissional, acadêmica, familiar ou da comunidade onde está inserido. Por tudo isso, eis algumas dicas: 1ª) Seja ético – procure não sair do foco, seja responsável pelo que diz, seja confiável; 2ª) Seja colaborativo – não apenas receber, mas saber compartilhar informação. Quando solicitado, procurar corresponder a tempo e a hora; 3ª) Seja acessível – não no sentido de ser facilmente localizado, mas de “estar próximo”; 4ª) Seja educado – “por favor” e “muito obrigado” são palavras de lei; 5ª) Seja interativo – não apenas no sentido de manter um bom nível de troca, mas em proporcionar ao grupo a possibilidade de ampliar seus contatos, inovar, aprimorar, crescer, aprender.

Em síntese, é fazer acontecer, aparecer, para só assim ser notado, sair do “casulo”, agir, participar, interagir.  Pense nisso e boa sorte.

O ESTÍMULO COMO FATOR MOTIVACIONAL

            Aqui, na condição de leigo da ciência da psicologia, mas prático na vivência do dia-a-dia, me prontifiquei a tecer algumas considerações acerca de tal importante assunto. Segundo o Dicionário Aurélio, a palavra estímulo representa “aquilo que ativa a ação orgânica no homem, no animal e na planta, que o incita a algo”.

            A palavra estímulo também tem outros sinônimos, tais como incitação, animação, encorajamento. No entanto, o importante não está no aspecto do conhecimento literário da palavra, mas, sim, como encontrar meios ou subsídios a levar/propiciar tal.

            O presente artigo tem por objetivo fazer com que as pessoas possam refletir a respeito do assunto e despertar-se para algo que às vezes pode ser tão simples, porém que nem sempre é levado tão a sério. A maneira de como as pessoas irão buscar tal fica a critério da sabedoria e/ou descoberta de cada um. A imaginação nessas horas deve florescer, especialmente porque as pessoas não têm o costume de praticar a criatividade, pois sempre buscam modelos prontos e acabados para seguirem, os ditos paradigmas. Todo sábio o é sábio porque é diferente da maioria.

            Um exemplo clássico de estímulo pode ser demonstrado nas atitudes das crianças, quando na mais tenra infância, ainda sem malícias ou percepção de paradigmas seguidos pelos adultos, por um simples “pirulito” faz coisas que um ser adulto na faria. Descobrir qual seria o estímulo ideal para determinada pessoa deve ser tarefa para quem quer dele conseguir algo em troca. O mais difícil, com certeza, é descobrir o estímulo que agrade simultaneamente um grupo de pessoas. No entanto, o planejamento, nesse caso, é indispensável. Primeiro levante suas necessidades, para depois verificar o que se pode dar em troca. É importante frisar que promessas não cumpridas certamente irão fazer com que no futuro sua credibilidade fique abalada, portanto muito cuidado com elas. Ofereça somente aquilo que esteja a seu alcance. Esse regra deve ser válida para toda e qualquer circunstância.

            Para muitos, tal assunto poderá não ter a mínima importância, mas no mundo em que vivemos, mercantilista por excelência, se refletirmos um pouco, em que circunstância as coisas acontecem sem que haja uma troca de “favores”? Aguçar a imaginação, pensar naquilo que pretende alcançar, e que tal dependa de outra pessoa, revisar sua realidade e disponibilidade em ofertar algo serão táticas indispensáveis à manutenção da própria sobrevivência de agora em diante. Pense nisso.

O DESAFIO DE SER PROFESSOR

A atividade de professor talvez seja a mais digna das profissões. O que seriam de todos os profissionais que estão exercendo suas funções por aí se não fosse aquela “mão” alfabetizadora que lapidou tal cidadão para o mundo profissional? Aqui eu quero enfocar que está envolvido nessa etapa da vida aquele profissional do “saber” desde os passos iniciais da criança até a etapa final do processo educativo, se é assim que podemos delimitar, pois os ensinamentos são infindáveis e sempre teremos algo a aprender e/ou a ensinar.

            Quanto ao “mestre” da educação da área contábil, o desafio está se tornando ainda maior, mesmo porque desde o início desta profissão (1.946), muito recente, por sinal, até os dias atuais, as transformações vêm sendo radicalmente sentidas. De início, a atividade era um tanto mecânica, do tipo siga o modelo”, não dando oportunidade para que o profissional pudesse fazer uso da ciência contábil para o seu verdadeiro objetivo. Daí, graças às exigências do próprio mercado, a profissão teve que se adaptar para atender aos mais diversos anseios, passando, assim, o profissional, a ter que demonstrar todos os aspectos que envolve o patrimônio da entidade e, com isso, dar um sentido gerencial para que o usuário possa tomar decisões certeiras em cima das informações prestadas pelo contador.

            O mercado profissional, de hoje, ainda tem uma grande quantidade de profissionais da “velha guarda” atuando, cuja formação teve influência das regras de outrora. Quebrar paradigmas representa um dos maiores desafios do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), órgão regulador da profissão contábil, mesmo porque esses “profissionais” estão envolvidos intrinsecamente no processo. Por isso, cabe aos profissionais do ensino lapidar os futuros contadores para a nova visão e exigência do mercado, especialmente pelo fato de que, diante da globalização, já não podemos assegurar que o campo profissional se restrinja somente aos aspectos nacionais, mas, sim, para o contingente mundial.

            Por outro lado, de nada vale a teoria aplicada, se não contemplarmos os aspectos práticos, ou seja, onde cada ensinamento pode ter aplicação. Há uma grande dificuldade em assimilar essa teoria à prática, tendo em vista que os estágios dos acadêmicos em empresas fica muito restrito a poucas pessoas, face a peculiaridade da situação, pois, nesse caso, os dados da empresa seriam confiados à pessoa sem vínculo para com esta, e é daí que reside tal resistência.

            No entanto, acomodar-se diante de tal impasse representa admitir limitações que pode comprometer a formação do profissional contábil da “nova era”. Com isso, as simulações empresariais podem representar um fator preponderante no processo do ensino/aprendizagem. Podemos contemplar tais nas mais diversas áreas de atuação da empresa, desde o comportamento humano, passando para o de mercado e culminando com a área contábil em si, especialmente a gerencial, sendo esta a tônica desta ciência, atualmente. Há possibilidade de utilizarmos várias técnicas de ensino, indo desde os estudos de casos, os jogos de empresas e a até mesmo a utilização de empresas júnior. Obviamente que tais passos não podem ser feitos isoladamente, devendo, portanto, haver o intercâmbio de disciplinas, isto é, a interdisciplinaridade, e até mesmo implementar atividades inter-cursos, como no caso mais específico com o curso de administração, onde a área é correlata e os aspectos, em muitos casos, salvo raríssimas exceções, são muito comuns.

            Noutra banda, aguçar a visão crítica do acadêmico é fator primordial na busca por resultados melhores, especialmente se analisarmos do ponto de vista de que não há possibilidade de obtermos sucesso em nossa caminhada se não houver a assimilação e concordância da outra parte envolvida nesse processo, que são os alunos.

            Todo esse processo se torna latente à medida que as exigências e anseios da comunidade requer tal aplicação. Por isso, ao professor, como disseminador do conhecimento, cabe o papel de desvendar os meios ou técnicas que reflita e congregue essa necessidade. O resultado será só questão de aplicação, porém não podemos dar ao luxo de adiarmos tanto, pois o “tempo não pára”, parafraseando o poeta.

FAZER O QUE GOSTA, OU GOSTAR DO QUE FAZ?

Fazer o que gosta ou gostar do que faz? Este talvez seja o maior dilema na carreira de qualquer profissional. Desde cedo, muito cedo, as pessoas se questionam o que querem ser na vida profissional, inclusive os próprios pais cobram isso dos filhos, onde, desde cedo, já querem delinear o rumo profissional que o(a) filho(a) deve tomar. No entanto, esse é um questionamento que não se pode resolver de imediato. Há muitas histórias de profissionais de sucesso que repentinamente mudaram de profissão, como da água para o vinho, e as pessoas a seu redor não compreenderam o porquê disso. Mais uma vez eu faço a pergunta: Fazer o que gosta ou gostar do que faz? Qual o segredo da realização profissional? Talvez eu ainda não consiga, neste artigo, convencê-lo de qual seria a saída adequada, porém irei fazer algumas reflexões e, com isso, cada um poderá melhor decidir sobre o futuro daquilo que pretende almejar. Enfim, o que é a realização profissional? Para melhor compreendermos isso, poderia se fazer algumas indagações, tais como: É ganhar muito dinheiro? É estar satisfeito, feliz com o que faz? É ser reconhecido profissionalmente pela sociedade ou por alguém com cargo hierárquico superior? É gozar de status perante à sociedade em que participa? É ser famoso e ter vários privilégios, especialmente todo aquele glamour que gozam as celebridades? Muitos seriam os argumentos que poderiam ser utilizados. A título ilustrativo, não querendo entrar no mérito da melhor ou pior profissão, podemos pegar o exemplo daquele Gari do Rio de Janeiro que, pela sua irreverência no Carnaval, tem rodado o mundo, tudo através do uso da imagem de sua profissão. Verifica-se claramente, pelo seu semblante, que o mesmo está satisfeitíssimo com o que faz e se orgulha disso, tanto é que o uniforme de Gari é a marca registrada de seu aparate. É claro que você pode me questionar, dizendo que ele não ficou famoso varrendo rua, mas sim dançando samba. Mas quantos e quantos são aqueles que dançam samba e sequer aparecem na mídia ou têm a oportunidade de serem reconhecidos profissionalmente? A felicidade profissional, com certeza, está em qualquer profissão, pois esse fator é algo intrínseco da pessoa e não da profissão, é algo que vem de dentro, e brota com vigor, e quando isso acontece faz com que as energias se renovem a partir da exuberância que irradiamos com essa felicidade, que cada vez nos leva a atrair novas formas de transgredirmos os obstáculos e lutarmos por uma melhoria contínua. O sucesso profissional, certamente, será conseqüência dos atos que fazemos com amor, da melhor maneira, sempre primando pela excelência nas ações. Se você não está satisfeito profissionalmente, e ainda não decidiu o que realmente quer fazer na vida profissional, então repense a sua própria vida, e talvez verá que você pode ser, sim, feliz naquilo que faz, porém lhe alerto que o segredo principal está em fazer bem feito, com paixão, como se aquilo fosse para você a sua principal energia vital.

CONTABILISTA: SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO!

É indubitável que as profissões vêm sofrendo drásticas transformações. Essas mudanças ocorrem pela própria circunstância de adaptação às necessidades humanas e empresariais. Como tenho dito, assim como as pessoas físicas precisam de médicos para preservar sua saúde, as empresas e as pessoas físicas também necessitam de “médicos” para preservar suas saúdes financeiras. É evidente que as empresas, assim como as pessoas, no mundo dos negócios, estão em constantes buscas por melhorias, e em determinados momentos passam por situações que requerem a ajuda de um profissional capacitado que lhes dêem a solução para o problema enfrentado.

A contabilidade, como ciência que estuda a evolução e os reflexos que incidem sobre o patrimônio, deve estar a par destas evoluções e necessidades. Por conseqüência, o contabilista, profissional responsável por fazer com que essa ciência desenvolva seu papel com eficácia, deve estar atento às necessidades emergentes de seu público alvo, qual seja, de quem detém patrimônio.

Na classe contábil, como em qualquer outra profissão, iremos defrontar com bons, porém com maus profissionais. O cerne da questão nisso tudo, e para o bem da sociedade, é fazer com que apenas os bons profissionais exerçam suas atividades. No entanto, diante da falta de conhecimento dos assuntos inerentes à contabilidade por parte da sociedade, é que ainda os maus profissionais continuam a enganar e a praticar atos que denigrem a profissão. É para isso que os Conselhos Regionais de Contabilidade destinam suas ações, ainda que com parcos recursos, tanto financeiros quanto humanos, pois o ideal é que suas ações fossem muito mais exigentes do que as que hoje se praticam.

Nesse diapasão é que foi instituído o Exame de Suficiência, através da Resolução 853/99 do Conselho Federal de Contabilidade – CFC (órgão máximo disciplinador da classe contábil). Como a própria Resolução descreve, o Exame de Suficiência surgiu pela necessidade decorrente do interesse da classe de resguardar a qualidade dos serviços prestados ao seu usuário. Tamanha é a importância de tal exame, que a partir dele a classe contábil passou a ser mais respeitada, pois o profissional contábil que pretende exercer sua função, a partir de sua instituição, deve ser aprovado no referido exame, que por sinal exige o mínimo necessário para o bom e fiel cumprimento das necessidades do que a ciência contábil contempla.

Para o exercício da profissão de Contador (bacharel em Ciências Contábeis), no Exame são exigidos conhecimentos de Contabilidade Geral; Contabilidade de Custos; Contabilidade Gerencial; Contabilidade Pública; Noções de Direito Público e Privado; Matemática Financeira; Teoria da Contabilidade; Legislação e Ética Profissional; Princípios Fundamentais de Contabilidade e Normas Brasileira de Contabilidade; Auditoria Contábil; Perícia Contábil; Português; Conhecimentos Sociais, econômicos e políticos do país. O Exame tem sido aplicado por duas vezes no ano, sendo nos meses de março ou abril, e setembro ou outubro. Além de respostas objetivas, num total de 50, e com 4 alternativas cada, o exame também ainda pode exigir questões dissertativas. A aprovação dar-se-á para aqueles que tiverem desempenho de no mínimo 50% de acerto das questões.

Por toda essa exigência é que o CFC também baixou a Resolução 948/02, que dispõe sobre a não-concessão de Registro Profissional em CRC aos portadores de certificados e diplomas de nível técnico na área de Contabilidade que concluírem o curso após o exercício de 2003, principalmente por entender que não é possível aplicar ao Técnico em Contabilidade (nível de 2º grau) o conhecimento necessário ao exercício pleno da profissão. No entanto, diante do princípio legal do direito adquirido, para aqueles que tenham concluído o curso, tal situação não se aplica.

Um outro fator de busca pela excelência na profissão contábil, e que há certo tempo vem sendo discutido, é o Exame de Competência, que irá avaliar a atuação de quem já está exercendo a profissão. Sem dúvida que muitos “profissionais” irão ter que fazer uma reciclagem para continuar exercendo a profissão.

Diante dessa nova realidade, vê-se com grande pesar o despreparo das pessoas, principalmente aquelas que querem exercer a profissão, pois estão prestando o Exame, porém que ainda não conseguiram aprovação no mesmo. Reflexo disso são as estatísticas levantadas, aqui citando por exemplo a da 8ª edição do Exame, acontecida em setembro/2003, onde, dos que realizaram a prova, o percentual de reprovação para o aspirante à profissão de Contador foi de 49,67%; já para o Técnico em Contabilidade, a reprovação foi de 71,78%. Nessa edição, o índice de reprovação no Mato Grosso do Sul para a profissão de Contador foi de 75,76%. Para o 9º exame, realizado em março/2004, para os que fizeram a prova, no Técnico em Contabilidade a reprovação foi de 51,88%, e a reprovação para o de contador foi de 49,88%.  Nessa edição, o índice de reprovação no Mato Grosso do Sul para a profissão de Contador foi de 70,27%. Diante desse quadro, é de se perceber que a cada edição tem-se aumentado o índice de reprovação, visto que aqueles que reprovaram nas edições anteriores voltam a realizar o exame, mas ainda sem o preparo devido.

Enquanto professor no Curso de Ciências Contábeis, já com 10 anos ministrando aulas, também pude perceber o quanto é lamentável a atitude de muitos acadêmicos, a maioria por sinal, que não demonstram interesse por apreender o conteúdo aplicado, mas sim somente estão preocupados com a nota, como se aquele respectivo conteúdo fosse somente necessário para a aprovação e não para a formação profissional. Também é lamentável que esses mesmos acadêmicos depois venham nos procurar para darmos algumas dicas sobre o Exame, quando em sua época de faculdade não demonstravam interesse.

Não que a  grade da FIFASUL tenha se adequado às necessidades do Exame de Suficiência, pois primamos em oferecer ao acadêmico algo mais, porém tudo aquilo de conteúdo que o Exame requer está contemplado na grade do curso, o que, sem sombra de dúvida, não pode ser desculpa por desempenhos insatisfatórios. Também é de se ressaltar, com muito orgulho, que nos enchem os olhos sabermos que vários acadêmicos formados pela FIFASUL estão bem colocados no mercado de trabalho, exercendo a profissão com brio, inclusive tendo sido aprovados no Exame de Suficiência, demonstrando que para quem quer vencer na vida não há obstáculos intransponíveis, e que quem sabe faz a hora, não espera acontecer, como já dizia o poeta.

O mundo atual exige do profissional atitudes que somente ele deve descobrir, é claro que com algumas orientações, e essas atitudes, em muitos casos, dependem do esforço individual, tais como iniciativas, garra, persistência, enfim, vontade de vencer na vida.  

Não quero aqui desanimar quem ainda não decidiu pela profissão de contabilista, porém alertar que o profissional que o mercado hoje exige é diferente daquele de “ontem” e o será diferente para o de “amanhã”, e que um conhecimento adquirido será necessário reciclá-lo constantemente, para o fim de adequar-se às necessidades de cada época e ocasião. Campo de trabalho a este profissional, até mesmo por proteção legal, não será motivo de preocupação, porém convém salientar que “somente os bons sobrevivem”, pois essa é a seleção feita pela própria lei de mercado. Também vale dizer que não adianta mudar de profissão se os conceitos e atitudes permanecem os mesmos, pois na outra também defrontará com dificuldades inerentes ao que a profissão exige. Então, a solução é se adequar. Boas atitudes, e a sorte virá.

A EMPRESA E SUAS RESPONSABILIDADES

A partir do momento em que uma empresa passa a existir (legalmente ou não), ela gera uma série de conseqüências no ambiente onde a mesma está situada. Embora a mesma seja constituída por pessoa(s), a partir daí ela passa a ter vida autônoma, própria, desvinculada da(s) pessoa(s) de seu(s) constituinte(s), pelo menos essa deve ser a ótica. No entanto, e apesar de ter vida própria, por ser um ser inanimado, a empresa por si só não é capaz de dirigir seus passos, necessita estar em consonância com outras pessoas, sejam físicas ou jurídicas. Portanto, deve-se questionar, então, qual seria o papel de uma entidade inanimada, no caso a empresa? Não fica difícil responder a esse questionamento, pois o papel principal da existência de uma empresa é satisfazer as necessidades de pessoas (físicas ou jurídicas) ligadas direta ou indiretamente a ela. Essas pessoas incluem: a) o investidor do capital: seguindo um princípio contábil legítimo, o da entidade, a partir do momento em que o investidor do capital faz sua aplicação na empresa, este passa a ter um direito para com a mesma e esta, concomitantemente, passa a ter uma obrigação para com o detentor do capital. É indubitável que a expectativa do investidor é maximizar seu investimento inicial, e, daí, então, é que decorre da obrigação da empresa em atender essa expectativa; b) o cliente: este é a principal razão da existência da empresa, e com certeza seu maior patrimônio, pois sem ele não se justifica o nascimento da mesma. Portanto, fica evidente que o foco da empresa deve ser sempre o de atender às necessidades do cliente, e, para isso, então, é que a empresa deve buscar meios, seja através de pesquisas, seja através do próprio estudo de mercado, a fim de descobrir qual é o verdadeiro anseio do cliente (qualidade, atendimento, preço acessível, etc.). É de se ressaltar, também, que não basta apenas conseguir o cliente, mas ter como meta fidelizá-lo, mesmo que para isso sejam feitas concessões momentâneas; c) a comunidade: mesmo que não possa parecer, a empresa também deve satisfação à comunidade onde a mesma está inserida, pois é a partir desse engajamento é que ela poderá se manter inabalável ou até mesmo conseguir conquistar novos clientes; d) os funcionários: a nova política de recursos humanos dita que a empresa não deve tratar os funcionários como meros empregados, mas sim como colaboradores. Colaborar implica dizer em comprometimento, e comprometimento significa “vestir a camisa” mesmo! É claro que esse comprometimento deve ser de ambas as partes. Talvez seja isso o que esteja faltando na maioria das empresas, ou seja, a falta de comprometimento recíproco, empresa-funcionário e vice-versa, e isso tem levado a problemas seríssimos, especialmente, de um lado, um apenas preocupado com a remuneração do mês trabalhado, e, de outro lado, a preocupação apenas quanto a receber o labor da melhor maneira possível. Falta aí uma maior sensibilidade, sintonia, sinergia, sendo que para a empresa isso pode ser demonstrado através de reconhecimentos (salariais ou prêmio, qualificação de seu quadro de colaboradores, etc.), e para o funcionário a responsabilidade de saber que se a empresa for mal, ele sofrerá também as conseqüências negativas; e) o governo: não podemos desacreditar no papel que ao governo é incumbido, principalmente porque em nosso país ao assistencialismo público é dado uma grande ênfase, com um destaque maior neste governo (na seara federal, e, conseqüentemente, com reflexos na estadual e municipal), bastando confirmar isso através dos programas sociais amplamente divulgados (Fome Zero, Vale “isso”, Vale “aquilo”). É notório que o governo não fabrica dinheiro, e, para sustentar toda essa estrutura, a empresa talvez seja hoje a maior responsável e aliada, “forçosamente”, nesse planejamento governamental, contribuindo de forma indireta com o pagamento dos tributos, onde a máquina governamental, ano a ano, demonstra sua ferocidade arrecadatória. Sem entrar no mérito de que haja ou não desvios de verbas, oriundo das arrecadações tributárias, e que tais são ou não coerentemente aplicadas ou revertidas corretamente à população, o que importa é que, pelo senso da divisão do “bolo”, quem pode mais deve reparti-lo, e isso é que faz uma sociedade tornar-se mais justa, e a empresa (pessoa jurídica), com certeza, por estar em condições melhores do que muitos brasileiros (pessoas físicas), pelo menos essa é a lógica, então deve colaborar para quem está necessitando, mesmo que de forma indireta, pagando seus tributos devidamente, e o governo (ente encarregado de manter a justiça social e econômica), como agente arrecadador, ficará satisfeito com isso. Cabe aqui lembrar que qualquer tributo, na sua essência, é arcado pelo consumidor, e se assim não está acontecendo é por falha de uma administração empresarial eficaz, que já é ponto para uma outra discussão.